Perdão, Leonard Peacock, por Matthew Quick

Autor: Matthew Quick
Gênero: Romance, Jovem adulto
Editora: Intrínseca
Páginas: 224


Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele vai assassinar o ex-melhor amigo e depois se matar usando a P-38 que foi de seu avô, usada na Segunda Guerra Mundial.


Talvez no futuro ele conseguisse acreditar que ser diferente é bom, até importante.

Mas não hoje. 


"Você é diferente. E eu sou diferente também. Ser diferente é bom. Mas ser diferente é difícil. Acredite em mim, eu sei."

O livro se passa em um dia, no aniversário de 18 anos de Leonard. Mas, ninguém se lembra que é o seu aniversário. Sua mãe, Linda, pouco se importa com ele e vive viajando, e sem pai, um ex-“rockstar”, teve que fugir do país.
O livro começa com o garoto tomando seu último café da manhã e pensando nos planos para assassinar Asher Beal, um carinha popular da escola que já foi o seu melhor amigo. Mas antes de sair, Leonard embrulha presentes (em papel cor-de-rosa) para quatro pessoas especiais que ele gostaria que se lembrassem dele: Walt, o vizinho idoso que é apaixonado por filmes antigos de Bogart. Eles passam horas e horas assistindo a esses filmes

Ele  também se despede de mais algumas pessoas: Baback, um colega da escolar que toca violino e permitia que Leonard assistisse seus ensaios. Lauren, uma menina excessivamente religiosa que tenta a todo custo fazer Leonard “entregar sua vida à Deus”, e que também é a garota que ele gosta. E por fim, Herr Silverman, seu professor e a pessoa que Leonard mais admira

Leonard nos apresenta cada um desses personagens nos mostrando em pequenos flashes do passado como os conheceu e como cada relacionamento entre eles foi sendo desenvolvido.


"Será que Deus era todo-poderoso e emocionalmente carente?"


É um livro intenso, cheio de sentimentos. É aquele tipo de livro que todo mundo precisa ler e levar para a vida. É um dos livros mais bonitos que já li: é fascinante, chocante, encantador, louco, perturbador, incrível.

Devo dizer que me impressionei com a maneira que Matthew Quick evoluiu desde o lançamento de “O lado bom da vida”. Eu já li o livro e conhecia o personagem principal, Patt, que realmente não gostei. Em “Perdão, Leonard Peacock”, vemos novamente um personagem com problemas psicológicos, mas ao mesmo tempo totalmente diferente de Patt. Leo é um personagem pessimista, mas carismático apesar de todos os conflitos e problemas que passou. É um garoto maturo para a sua idade, e assim como Charlie (personagem principal de “As vantagens de ser invisível”), tem um jeito incrível e sensível de ver o mundo. 





"Minha teoria é a de que perdemos a capacidade de ser feliz à medida que envelhecemos."

Quando comecei a ler o livro, estava esperando um personagem clichê que sofria bullying, mas percebi que é um tema bem mais sério. É sobre a depressão, o estado emocional de um jovem que implora por ajuda, mesmo não dizendo em voz alta.

Em muitas partes do livro chorei, principalmente pela maneira de como é escrito. Pode se ver o desespero de Leonard, a fragilidade dele e que mesmo tentando ser forte, como ele se sentia abalado em certas situações. No jeito de como ele indicou várias vezes que desistiria do plano (de matar o ex-melhor amigo e se matar) se alguém lhe dissesse: Feliz Aniversário, Leonard.

Leo é um garoto sensacional e me marcou muito.

"Portanto, cada americano é livre para fazer o que quiser aqui neste grande país supostamente livre. Por que não usam sua liberdade para buscar a felicidade?"

Também é impossível não se apaixonar por Walt e se encantar com a forma como ele compreendia Leo, mesmo quando usava trechos dos seus filmes favoritos. E Herr Silverman com certeza é aquele professor que qualquer um gostaria de ter, inteligente, humano e que em suas aulas busca fazer a diferença e se mostra mais do que um simples professor, mas alguém em que se pode confiar.
Lauren, a garota que Leonard gosta, é o exemplo de determinação e persistência. Ela é uma jovem evangélica que distribui panfletos na estação de metrô. Lauren chamou a atenção de Leo porque mesmo sendo ignorada por todas as pessoas que passavam por ela, a mesma continuava de cabeça erguida e sem vergonha. Todos os dias.

Quando descobri o motivo da raiva de Leonard por Asher Beal (o ex-melhor amigo), fiquei totalmente chocada. Pode parecer para algumas pessoas que não era nada, mas eu o entendi. Não vou dizer que concordo com esse homicídio-suicídio, mas passei a entender ainda mais o Leo.
"- Os valentões são sempre populares
 - Por quê?
 - Porque as pessoas adoram o poder."
              
Uma das partes que mais me impressionou foi o estranho hobby de Leonard. Ele “mata” aula para ir até a estação de metrô, onde se veste socialmente como um adulto indo trabalhar e segue a pessoa que mais parece infeliz ou estressada do metrô. Mas, por que ele faz isso? Leonard procura saber se a vida adulta é mesmo tão infeliz como ele imagina ser. Se todos os adultos são descontentes com seus respectivos empregos e se levam uma vida melancólica.


"Você já fez coisas que não quis fazer apenas para manter um amigo?"

Marley & Eu, por John Grogan

Autor: John Grogan
Gênero: Romance autobiográfico
Editora: Ediouro
Páginas: 302

John e Jenny eram jovens, apaixonados e estavam começando a sua vida juntos, sem grandes preocupações, até ao momento em que levaram para casa Marley, "um bola de pelo amarelo em forma de cachorro", que, rapidamente, se transformou num labrador enorme e encorpado de 43 quilos. 

Era um cão como não havia outro nas redondezas: arrombava portas, arranhava paredes, babava nas visitas, comia roupa do varal alheio e abocanhava tudo a que pudesse. De nada lhe valeram os tranqüilizantes receitados pelo veterinário, nem a "escola de boas maneiras", de onde, aliás, foi expulso. Mas, acima de tudo, Marley tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional. Imperdível.


Um dos livros mais bonitos que já li foi Marley & Eu, porque além de ser um romance  muito bonito entre uma família, você fica tão ansiosa para saber o que vai acontecer que não consegue parar de ler. Aquela mania dos leitores, sabe? "Só mais um capítulo".

Eu sempre achei que livros baseados em fatos reais eram muito chatos e se começasse a ler já teria vontade de parar, então Marley & Eu nunca esteve nem na minha lista de livros que quero ler. Mas, acabei ganhando o livro de presente da minha prima, o que não me deu muita escolha além de ler, já que não queria deixar ela triste, né?

Acabei me surpreendendo. Marley & Eu conta a história de John e Jenny, um casal que adotam um cão labrador para fazer dele como se fosse seu filho. Ao decorrer da história, Marley cresce e começa a causar problemas, mas mesmo assim John e Jenny continuam o amando, cuidando dele como se estivessem cuidando de um bebê. Depois de um tempo, Jenny fica grávida e começa a passar os cuidados que havia dado para Marley aos bebês. John e Jenny passam por muitas aventuras junto de Marley, o pior cão do mundo.



O livro é encantador, pois ele conseguiu transmitir todo o amor que um homem sentiu por um cão, aliás, todo o amor que aquela família sentiu por Marley e vice versa. Uma coisa que achei interessante, foi como foi dado o nome ao labrador. Quando estavam decidindo o nome do cachorro, estava tocando uma música do Bob Marley, que deu origem ao nome.

O jeito que John e Jenny escolheram qual filhote levar também foi bem curioso: John simplesmente bateu com força no chão/mesa/suporte perto da gaiola dos filhotes e aquele que ao invés de se esconder o "atacasse", ele o levaria. E foi o pequeno filhote Marley que foi pra cima ao invés de se esconder.
  


"Não importa ao cão se você é rico ou pobre, dê-lhe seu coração, e ele lhe dará o seu."